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Existem diferenças entre o som que diverte e aquele usado com intenção terapêutica. A enfermeira Eliseth Leão, finalista do III Prêmio SAÚDE! com o trabalho Uma Canção no Cuidar, que emprega a música para redução do estresse nos profissionais de enfermagem e entre os pacientes do Hospital Samaritano, de São Paulo, defende que há composições com maior efeito medicinal do que outras. “Aquelas com andamento lento, sem letra, relaxam. Em termos fisiológicos, menos tensão é igual a menos dor”, exemplifica. Eliseth acrescenta que a música pode atuar em quatro níveis: físico, mental, emocional e espiritual.
As dançantes, por exemplo, mobilizam a energia muscular, por isso são as mais tocadas nas academias de ginástica. Já canções como as de Chico Buarque são mentais. Elas fazem com que a gente desenvolva histórias na cabeça, contribuindo para lidar com temas delicados e tratar a alma. As com apelo emocional instigam o choro ou um estado de alegria e, dessa forma, acabam sendo escolhidas intuitivamente.
Por fim, músicas instrumentais e clássicas nos transportam para o nível espiritual. “Bach, por exemplo, dizia que compunha para se ligar a Deus”, conta Eliseth.

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