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40 alimentos poderosos

Os 40 alimentos para viver mais
Conheça o ranking que apresenta as verduras, as frutas e as carnes que tornam o seu cardápio mais completo e prolongam a sua vida

por DIOGO SPONCHIATO
design ROBSON QUINAFÉLIX e THIAGO LYRA

O sonho de David Katz era ambicioso: com a ajuda de seu time em uma das mais prestigiosas universidades americanas, a Yale, ele queria criar um sistema totalmente lógico e científico para avaliar o potencial dos alimentos para preservar a saúde por muitos e muitos anos. E conseguiu. Quer dizer, o trabalho não está finalizado. “Já avaliamos 25 mil alimentos”, conta o cientista a SAÚDE!. “A questão é que eles estão sendo catalogados, isto é, comparados entre si e inseridos no ranking aos poucos.” O que você está conhecendo agora é a primeira versão dessa tarefa hercúlea — que, no futuro, incluirá milhares de outros itens. Detalhe: Katz garante que não irá sossegar enquanto sua lista não tiver nada menos do que 200 mil itens.

O projeto amadureceu em 2003, quando a Secretaria de Saúde dos Estados Unidos pediu a estudiosos sugestões para conter as epidemais de diabete, obesidade e de outros males capazes de encurtar a vida, relacionados a uma dieta equivocada. “O que eu propus foi justamente um índice para medir a qualidade nutricional dos alimentos, além de um jeito objetivo de ranqueálos”, lembra-se Katz. “Ora, as pessoas ainda se sentem confusas na hora de selecionar o que vão comer”, justifica.

Depois de quebrar muito a cabeça, ele e seus colegas chegaram a uma operação matemática cujo resultado aponta quão poderosa é de fato uma flor de brócolis ou quanto vale a pena comer a laranja que ilustra a capa desta edição. O cálculo foi batizado de Overall Nutritional Quality Index (em português, algo como índice geral de qualidade nutricional). Ele é até singelo. Cada nutriente equivale a um determinado número de pontos, estimado conforme sua importância — comprovada em diversos estudos — para a saúde e a longevidade. Portanto, a presença ou a ausência de um nutriente pode fazer uma comida ganhar ou perder pontos.

Em contrapartida, existem aquelas substâncias associadas — outra vez por pesquisas sérias — a doenças, pelo menos se consumidas em excesso. A gordura trans e o açúcar são dois bons exemplos (veja o quadro ao lado). Aí, no caso, o alimento ganha pontos à medida que exclui as substâncias indesejáveis. E perde pontos quando está carregado dela.

O ranking está sendo considerado tão revolucionário para ensinar as pessoas a fazer as melhores escolhas que, nos Estados Unidos, acaba de ser inventado o selo do NuVal — sigla que se refere ao escore nutricional. Pois bem: o tal selo já está sendo estampado em etiquetas coladas nas hortaliças e em embalagens de diversos produtos.

“Os critérios utilizados são lícitos e bem selecionados”, elogia o engenheiro de alimentos Mário Maróstica, da Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp, que fica no interior de São Paulo. “Mas as pessoas não devem deixar de lado as carnes só porque elas perderam posições para muitos vegetais”, ressalva. A bioquímica Giuseppina Lima, professora da Universidade Estadual Paulista, em Botucatu, também no interior paulista, faz uma ponderação do gênero: “É importante privilegiar alimentos saudáveis e pouco calóricos, como os primeiros colocados no ranking, mas sem abrir mão das fontes de proteínas”.

 
 
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