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Em busca do sono tranquilo

por DIOGO SPONCHIATO
design GLENDA CAPDEVILLE
ilustrações NIK

Um nome, ou melhor, uma sigla é referência no tratamento da apnéia: CPAP. Trata-se de um aparelho que, por meio de uma máscara acoplada no rosto do indivíduo, injeta ar comprimido nas vias aéreas e permite que a faringe fique aberta enquanto ele dorme. Usado diariamente, o CPAP controla a doença porque mantém o fluxo respiratório na madrugada. Oitenta por cento dos pacientes respondem bem ao tratamento, garante o neurologista Rubens Reimão. Nos apnéicos hipertensos, dois dias de CPAP já são capazes de abaixar a pressão, diz a cardiologista Germana Linhares. Também existem técnicas cirúrgicas no nariz, na mandíbula ou na própria garganta que, em tese, propiciam a cura. Mas, nesses casos, os pacientes devem ser muito bem selecionados, ressalva Lucas Lemes. Uma medida essencial para aplacar a apnéia, porém, é a perda de peso. Com a redução de 10% da massa corporal, cai pela metade o número de paradas respiratórias ao longo da noite, calcula o especialista.

 
 
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