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1. DERRAME
O risco de acidentes vasculares cerebrais é maior entre os apnéicos devido às oscilações do oxigênio no sangue. Isso altera sua viscosidade e capacidade de coagulação, diz o especialista em sono Lucas Lemes. Além disso, os vasos ficam menos dilatados e se intensifica a liberação de substâncias inflamatórias. Essa combinação aumenta a possibilidade de uma artéria cerebral entupir.
2. DIABETE
Nos portadores de apnéia, a inconstância na respiração acaba atrapalhando a função da insulina, hormônio que bota a glicose dentro da célula. Nesses indivíduos, são inativados alguns receptores desse hormônio presentes nas células, conta Lemes. Dessa forma, a insulina não consegue ligar-se a elas, e não só sobra no sangue como permite que o excesso de açúcar fique na circulação, induzindo ao diabete.
3. ARRITMIA CARDÍACA
A apnéia promove uma hiperativação do sistema nervoso simpático, aquele que governa os batimentos cardíacos, explica a cardiologista Germana Linhares, da Universidade Federal do Ceará. Sem contar que, no esforço para sair da asfixia temporária e respirar de novo, uma enxurrada de sangue chega ao coração, alterando sua anatomia e sua atividade. E essa mudança brusca também favorece a perda do ritmo cardíaco, diz Germana.
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