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corpo MATÉRIA

5 dias (ou mais) de malhação por semana, mas...

... só se você estiver muitíssimo bem condicionado. E aí os benefícios para o corpo serão beeeem maiores

Pois é, nossa reportagem deste mês conta que, em vez dos três dias de atividade física durante meia hora largamente preconizados, bom mesmo é incluir mais dois dias na rotina de exercícios. No entanto, se você estiver cheio de pique e, claro, sua condição física permitir, superar a nova recomendação na certa vai potencializar os bons efeitos do esporte. E aí vale aumentar a duração, a freqüência ou a intensidade do treino. O resultado é que vão passar ainda mais longe os problemas cardiovasculares, o estresse e a osteoporose. "É importante fazer todas as avaliações, e, se nada for apontado -- só nesses casos --, dá para aumentar o esforço e sair ganhando com isso", garante Luciene Ferreira Azevedo, educadora física da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo.

E, a julgar por um estudo novíssimo da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, os cinco dias são até mesmo insuficientes se praticados só por 30 minutos. Pelo menos para mulheres que emagreceram consideravelmente e pretendem se manter livres dos pneus. Segundo os pesquisadores, esse grupo teria de praticar atividades moderadas por 55 minutos.

Mas é preciso bom senso na hora de aumentar sua carga de treinos. "Não se deve pular etapas, senão aparecem lesões e até mesmo danos ao coração", avisa Patrícia Helena Poggio Cortez Franulovic, professora de educação física da Fitcor, academia do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Traduzindo: nada de sair correndo por aí todos os dias se você sequer consegue caminhar sem ficar ofegante e cheio de dores. E, mais importante do que isso, sempre consulte os especialistas. Até porque o nosso corpo tende a desenvolver a parte cardiovascular mais rapidamente do que a mecânica. Ou seja, seu pulmão e seu coração podem agüentar a intensidade do exercício, mas os ossos e os músculos correm o risco de ficarem sobrecarregados. Aí, as entorses, as tendinites e até as fraturas aparecerão com freqüência.

Não é só isso: se a prática for demasiadamente intensa, entra em cena o cortisol, hormônio do estresse que concentra a gordura no abdômen e, de quebra, anula o efeito da endorfina, uma espécie de relaxante natural. Outro que não raro aparece nessas ocasiões é a adrenalina, responsável por acelerar o metabolismo e prejudicar o sono. Nos casos em que o excesso de exercício permanece por meses a fio, pode-se até desenvolver o chamado sobretreinamento, um mal mais ligado aos atletas profissionais que não descansam o necessário. "Nesse caso, há uma grande fadiga e os níveis de endorfina caem progressivamente", alerta Giovani dos Santos Cunha, do Laboratório de Pesquisa do Exercício da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Para sair dessa enrascada, só repousando completamente. E por um bom tempo. Do contrário, enquanto o rendimento cai, o estresse e as lesões aumentam vertiginosamente. Em resumo: coloque seu shorts mais confortável e calce o tênis de corrida, mas respeite sempre - sempre mesmo! - os limites do seu corpo.

 
 
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