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Escolha o que vai comer para barrar a gordura

Calorias pesam na balança, mas nem sempre devem ditar o que você vai pôr no prato. "É que a economia calórica às vezes representa prejuízo para a saúde", ensina a nutróloga e endocrinologista Valéria Goulart, de São Paulo. Então, não caia na armadilha do emagrecimento a qualquer custo Por CARLA CONTE

SUCO DE LIMÃO (1 copo de 200 ml - 72 cal) versus REFRIGERANTE LIGHT (zero cal)
Quantas vezes você desprezou um suco natural em favor da bebida gasosa sem calorias? E aí é até natural justificar a escolha com o argumento de que contra números não há argumentos. Há, sim! Um copo de suco de limão fresquinho possui muitos minerais, vitaminas e antioxidantes. Ou seja, ele é meganutritivo, enquanto o refrigerante light, embora nada calórico, está lotado de aditivos químicos. E que mal tem isso? Ora, são mais toxinas que circularão no seu organismo, o que pode alterar o metabolismo e até mesmo dificultar a perda de peso. Ou seja, sob qualquer ponto de vista, um copo de suco de fruta sempre vai ser uma escolha melhor do que um copo de refrigerante. O limão, em especial, ajuda bastante quem quer emagrecer, pois elimina o excesso de água e desintoxica o corpo -- adeus, inchaço! Sem contar outros dois benefícios e tanto para a saúde: o ácido fólico reduz a homocisteína, o aminoácido que predispõe à aterosclerose (o acúmulo de gordura nas artérias) e os limonóides têm ação anticâncer.


SALMÃO (1 posta de 200 g - 440 cal)  versus ALCATRA (1 bife grelhado de 200 g - 400 cal)
As calorias são quase as mesmas, mas o peixe é infinitamente mais rico em nutrientes do que a carne. Além de boa fonte de proteína, o primeiro é tem gorduras essenciais, como o ômega-3, que, ao contrário de outras, ajuda a perder peso. Esse ácido graxo também previne doenças cardiovasculares. De que forma? Controla a pressão arterial e faz cair o risco da temida aterosclerose. Quer mais? Suas propriedades antiinflamatórias derrubam a probabilidade de ganho de peso. Explica-se: qualquer processo inflamatório aumenta o estoque de gordura. É um mecanismo de defesa, já que o corpo precisa dessa energia extra para se livrar do problema. Ainda por cima, o consumo regular do peixe colabora com a coagulação do sangue, alivia os sintomas da artrite reumatóide, protege a pele dos raios UV e diminui o risco do mal de Alzheimer, entre outras doenças degenerativas que acometem os idosos. Para completar, o ômega-3 do salmão combate distúrbios do sono. Vale a pena abrir mão de tantos benefícios por causa de míseras 40 calorias?

CASTANHA-DO-PARÁ (1 unidade - 27 cal) versus BISCOITO DE POLVILHO (1 unidade de 3 g - 12 cal)
Cá entre nós, quem consegue comer apenas um polvilho no lanche da tarde? É uma baita tentação. Porém, se for beliscar, vale a pena consumir um regalo mais saudável. A castanha-do-pará contém cromo, um mineral que combate o desejo por açúcar, além de dar saciedade. Uma única dessa oleaginosa já é capaz de fornecer nossa necessidade diária de selênio, mineral que atua no equilíbrio da tireóide (evitando, portanto, oscilações de peso), previne tumores, fortalece o sistema imunológico, reduz a toxicidade de metais pesados e protege contra a ação dos radicais livres. Tem mais: a delícia brasileira previne problemas cardíacos. Tanto que ganhou o selo de redutora de doenças cardiovasculares da FDA (Food and Drug Administration), a poderosa agência americana que regula alimentos e remédios. Já o biscoito de polvilho, apesar de suas poucas calorias, está longe de ser nutritivo. Além disso, quando a gente vê, já comeu o pacote inteiro! Bem diferente do que acontece com a castanha -- cinco delas já espantam a fome.

AZEITE EXTRAVIRGEM (1 colher de sopa - 125 calorias) versus MOLHO PRONTO (1 colher de sopa - 85 calorias)
De novo, se a gente for pensar apenas nas calorias, tende a levar a segunda opção. Ainda mais se for a versão light, obviamente menos calórica. Mau negócio. Numa rápida comparação, o azeite, principalmente o extravirgem, esbanja predicados, enquanto o molho industrializado contém óleos vegetais parcialmente hidrogenados, que não fazem nada bem à saúde. O óleo extraído da oliva ajuda a prevenir a aterosclerose, reduz os riscos de problemas cardíacos, melhora o funcionamento do estômago e do pâncreas, acelera as funções metabólicas. Na hora de emagrecer, ele se torna um grande aliado, ao contrário do que muita gente pensa. Meia colher de sopa retarda a digestão, além de diminuir a absorção dos alimentos e o esvaziamento do estômago. Em outras palavras, dá saciedade. Sem falar na capacidade que o sumo das azeitonas tem de baixar o índice glicêmico da refeição. Isso significa que cai a produção de insulina - hormônio que, em excesso, favorece o acúmulo de gordura na cintura, a visceral.


AVEIA (1 colher de sopa - 59 cal) versus BARRA DE CEREAL LIGHT (1 unidade - 50 cal)
É praticamente impossível dissociar barrinha de cereal da hora do lanche. Porém, a aveia em flocos é uma alternativa e tanto - ainda mais se salpicada sobre um copo pequeno de iogurte desnatado. Esse cereal integral tem efeito diurético, regula o metabolismo e concentra muitas fibras, entre elas as solúveis, que conferem maior sensação de saciedade. Também é capaz de diminuir a taxa de glicose no sangue, o que evita picos de fome e a produção excessiva de... ela mesma, a insulina, que pode levar à obesidade. Ainda por cima, a aveia é amiga das artérias do coração, pois varre o colesterol ruim (LDL). E, como se fosse pouco, reduz o risco de câncer do intestino e do tubo digestivo.


LASANHA À BOLONHESA (200 g - 280 cal) versus SANDUÍCHE DE PÃO INTEGRAL LIGHT (com peito de peru e queijo branco - 265 cal)
Nem pense em cometer de novo o grave erro de substituir a macarronada pelo sanduíche na vã ilusão de que essa é uma ótima maneira de poupar calorias. Pois é, trata-se mesmo de um grande engano. Começa que a diferença entre ambos não é lá grande coisa. E depois a massa, além de nutritiva, não é nada perigosa para quem vive de controlar o peso. Isso se o tamanho do prato não for exagerado, bem entendido. Uma porção de lasanha com certeza vai aplacar mais a sua fome do que o sanduíche. E, como se isso não bastasse, o molho de tomate sobre a massa é rico em licopeno, que ajuda a prevenir o envelhecimento precoce e afasta alguns tumores. Para ter uma noção, 10 colheres desse molho semanalmente podem reduzir em 50% o risco de ocorrência de 11 tipos de câncer, entre eles o de próstata. Se for à bolonhesa, ótimo, porque conta com a proteína da carne. E os vegetarianos, à base de abobrinha, cebola e tomate, também são ótimos parceiros da balança. Só não vale recorrer a preparações do tipo quatro queijos, rosé ou branco, lotadas de gordura, olha lá.


ABACATE (4 colheres de sopa, com algumas gotas de limão e adoçante - 168 cal) vesus MOUSSE DE MARACUJÁ LIGHT (4 colheres de sopa - 114 cal)
Oba, hora da sobremesa. E, de preferência, açucarada. Você também tende a escolher uma guloseima? Se a resposta for sim, na certa a palavra mágica é... musse. Feita com ingredientes light ou, então, à base de frutas, claro. Parece uma escolha mais vantajosa do que optar, por exemplo, pelo abacate, que carrega a fama de engordar. Pois saiba que essa fruta é disparado a melhor pedida, apesar de gordurosa. É que suas moléculas monoinsaturadas são benéficas para o corpo como um todo. O abacate também modula o índice glicêmico, que, por sua vez, reduz a produção da insulina. Se o hormônio estiver em alta, o ponteiro da balança também dispara, como já vimos. E o que pouca gente sabe é que o abacate tem uma substância antiinflamatória, chamada beta-sitosterol, que diminui a resistência à perda de peso. A fruta é tão poderosa que até faz abaixar a quantidade de cortisol, o hormônio do estresse. E o que isso tem a ver com ganho de peso? Basicamente, as tensões do dia-a-dia desaceleram o metabolismo. Em conseqüência, as gorduras se acumulam.



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