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O que fazer em caso de intoxicação alimentar?

Nem sempre é possível evitar o problema. Mas as complicações dá, sim, para afastar

Bactérias, vírus, parasitas ou toxinas são os grandes culpados pela encrenca, que pode dar as caras quando menos se espera. E aí é preciso tomar alguns cuidados para que o quadro não se agrave. 

O primeiro passo é repor a perda de líquidos, que ocorre por causa das crises de vômitos e diarréia. Então, hidrate-se muito bem. Dê preferência aos isotônicos, que, de quebra, compensam os nutrientes que foram embora, caso dos sais minerais. Também é necessário maneirar na alimentação. Portanto, nada de comidas pesadas, recheadas de gordura. A tradicional canja da vovó é uma boa pedida. 

A automedicação tampouco é aconselhada, explica Juvêncio Furtado, presidente da Associação Brasileira de Infectologia (ABI). A recomendação, aliás, vale para qualquer problema de saúde. “Tomar um antidiarréico por conta própria pode até mesmo agravar o quadro. O melhor é procurar o quanto antes um médico, especialmente se a pessoa afetada for idosa ou estiver fragilizada por outra doença. Mulheres grávidas e crianças também precisam de um acompanhamento profissional. 

Existem também os casos de intoxicação alimentar que não se limitam a revirar todo o nosso sistema gastrointestinal. O botulismo, por exemplo. Causado por uma toxina vinda da bactéria Clostridium botulinicum, essa doença pode causar febra alta, cegueira e até confusão mental. Cuidado com comidas enlatadas, sobretudo depois que elas são abertas -- a sugestão é passar o que não for usado imediatamente para um recipiente apropriado e, claro, guardá-lo na geladeira por no máximo três dias. 

Diante da menor suspeita de intoxicação alimentar, corra para o hospital mais próximo. Só um atendimento especializado será capaz de eliminar os resíduos tóxicos. “O principal problema é que as pessoas não se tratam direito", analisa Eneo Alves da Silva Júnior – microbiologista de alimentos e sócio-diretor da Central de Diagnósticos Laboratoriais (CDL), em São Paulo. "Para prevenir complicações em qualquer situação, o ideal é consultar um médico.”

 
 
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