Dieta dos pontos Leia, use, aprenda a comer de tudo e emagreça de vez (com muito prazer!)
Súbito, do nada, brota o terror. Foge ao controle. Completamente. Falta o ar. O corpo... vamos, mexa-se. Não se mexe, só treme. O coração dispara. Sufoco. Lá vem a morte, lá vem a morte a mente não pára de repetir. Daí, aos poucos, a cabeça se cansa de girar, o nó no peito se afrouxa, o suor escorre como se fosse levar embora o pesadelo. E tudo parece passar. Mas passa mesmo? Para quem vivenciou uma única crise dessas, a resposta pode ser não. Fica tatuado na alma o medo de que tudo volte, como da primeira vez, a acontecer.
Em 1895, esse quadro foi descrito por Sigmund Freud (1856-1939), o fundador da psicanálise, como neurose de angústia, caracterizada pela ocorrência de quatro ou mais dos sintomas descritos no parágrafo anterior. Náusea, diarréia, formigamento e calafrios também entrariam na lista do doutor Freud. Para surgir, a crise não depende de um fator externo, diz a psiquiatra Albina Torres, da Universidade Estadual Paulista, a Unesp, em Botucatu, no interior de São Paulo. Dura em média 20 minutos, com o pico de desconforto lá pelo décimo minuto. Depois, vem a ressaca: dor de cabeça, aumento transitório da pressão arterial, taquicardia e o sentimento de devastação psíquica.
De acordo com o psiquiatra Antonio Egidio Nardi, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, ataques isolados são mais comuns do que a doença propriamente dita. Só que de 2 a 3% da população em geral desenvolve a síndrome, que é a forma crônica do pânico. Depois da primeira experiência, o paciente passa a temer um novo ataque de terror. Por isso, evita dirigir ou sair sozinho, exemplifica Albina Torres. Sem contar que vive visitando o hospital para checar seja lá o que for, com medo de ter alguma coisa. Sem querer, pode disparar, então, um ciclo de crises recorrentes, completa a médica.
As últimas notícias sobre as causas da síndrome vêm da Universidade de Vermont, nos Estados Unidos. Os cientistas entrevistaram 239 pessoas que enfrentaram traumas graves ao longo da vida. Nem todos tinham pânico e, nos que tinham, parece que não foram os traumas os grandes gatilhos. A maior predisposição estava naqueles excessivamente ansiosos e nos indivíduos muito preocupados com o próprio corpo, revela Anka Vujanovic, autora do estudo.

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