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Exageros à parte, a preocupação em fazer tudo muitíssimo bem-feito tem lá suas vantagens. Afinal, não foi por acaso que as características psicológicas por trás do perfeccionismo resistiram a milhares de anos de evolução. “O homem primitivo precisava prestar atenção nas mínimas alterações do meio em que vivia, porque elas acusavam a presença de predadores”, exemplifica o psiquiatra Marcos Mercadante. “Já na Idade Média, a busca pela perfeição resultou em uma preciosa produção artística”, completa. O aprimoramento, afinal de contas, é essencial em áreas que exigem exatidão, como a medicina, a arquitetura e a arte. Portanto, como tudo na vida, a busca da perfeição não é de todo ruim.
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