Carteira, celular, maquiagem, óculos escuros, absorvente, creme hidratante, agenda, chaves, remédios... Muitas mulheres carregam a casa dentro da bolsa. Para elas, questão de praticidade. Os homens não ficam atrás com suas pastas de executivo lotadas de documentos e, às vezes, objetos de uso pessoal, como palmtops, chaveiro...

Tudo isso pesa e o peso recai sobre o corpo. Daí podem surgir dores na região cervical, nos ombros, nos cotovelos e nos punhos, diz o ortopedista Ricardo Cury, professor da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. E a postura também acaba prejudicada, acrescenta a fisioterapeuta Viviana Brant de Carvalho, da Clínica Thyfere, em São Paulo.
Talvez você relacione esse tipo de problema que dá sinais à noite à cadeira do escritório ou à necessidade de ficar muito tempo em pé, por exemplo, sem pensar na bolsa ou na pasta. No entanto, a carga e até mesmo o modelo do acessório fazem diferença. Como saber se ele virou um fardo? Não existe um limite máximo de peso, adianta o ortopedista André Pedrinelli, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Mas recomendase que ele não seja maior do que 10% da massa corpórea da pessoa, diz.
A idade, a condição física e o tempo que se passa com a bolsa a tiracolo também têm que ser considerados. Óbvio, ninguém vai pesar o acessório antes de sair, mas dá para prestar atenção nos indícios que o corpo dá. Se você chega ao final do dia com dor nos ombros e nas costas, está na hora de tirar algumas coisas de dentro dela, aconselha Pedrinelli.
OLHA A BLITZ!
Convidamos a fisioterapeuta Sara Fernandes, de São Paulo, para analisar a bolsa de quem olhava as vitrines de lojas paulistanas. Veja nos complementos os casos que ela selecionou e suas dicas para evitar danos ao corpo.
FOTO COLLECTION MIX: SUBJECTS/GETTY IMAGES/ PRODUÇÃO DE OBJETOS INA RAMOS E ANDRÉA SILVA / ABAETÉ COSMÉTICOS & PERFUMARIA. FOTOS FÁBIO CASTELO