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Pois é, cuidar do macroambiente é missão impossível para as populações das áreas afetadas pelo inimigo. Mas, como ressalta a pesquisadora da Fiocruz, todos nós podemos (e devemos) controlar o microambiente, ou seja, a nossa casa. Você sabe: o Aedes coloca seus ovos na parede de recipientes com água parada limpa, como vasos e garrafas PET, mas eclodem mesmo é na superfície do líquido. “Noventa por cento dos criadouros estão no âmbito doméstico”, alerta Brunislava.
De acordo com Ada Maria, o mosquito mostra outra faceta perigosa: “Embora precisem da água, os ovos são capazes de resistir bravamente à falta dela por até seis meses e, ao primeiro contato com o conteúdo que foi se acumulando em pneus e vasilhames, eclodem”. A mudança gradual do clima é outro fator por trás do aumento no número de casos de dengue. “São Paulo, por exemplo, registrou em 2007 seu recorde histórico: 80 893 doentes confirmados”, revela a coordenadora da Secretaria Municipal da Saúde.
Segundo Brunislava, as temperaturas elevadas encurtam o ciclo de evolução do inseto, ao passo que a maior incidência de chuvas enche cada vez mais os criadouros. “A grande frente de batalha agora é dentro de casa. Se cada um cuidar de seu ambiente, evitando que o mosquito se prolifere, estaremos fazendo muito contra a doença”, afirma.
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