nutrição

Peixes do Brasil

O rio está para PEIXES
Conheça a variedade de espécies nutritivas e saborosas que habitam as bacias hidrográficas brasileiras.
por Adriana Toledo

Tucunaré, dourado, pintado, pacu, pirarucu, curimbatá... É bom ficar com água na boca só de imaginar um pescado desses na mesa. Até porque, hoje em dia, ninguém precisa aventurar-se pelo Pantanal ou pela Bacia Amazônica para fisgar as espécies típicas dessas regiões. Elas estão disponíveis nos grandes entrepostos de distribuição de alimentos de todo o país, sobretudo nestes tempos de incentivo à pesca sustentável e à criação de cardumes em tanques, atividade em franca expansão.

Em matéria de nutrientes, os peixes de água doce não deixam nada a desejar aos que habitam o mar. Eles são fontes de proteína de excelente qualidade, comparável à da carne de frango ou de vaca, garante a pesquisadora Maria Aparecida Ribeiro, do Instituto de Pesca, em São Paulo.

 Em algumas regiões do Brasil, muitas receitas se valem até mesmo da carcaça, que é rica em cálcio e fósforo de boa biodisponibilidade, ou seja, facilmente aproveitados pelo organismo, emenda Lucia Yuyama, pesquisadora em ciência dos alimentos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, em Manaus. As espécies que nadam em águas doces só perdem para as de água salgada quando a gente pensa em ômegas-3 e 6, as gorduras que protegem o coração bem mais fartas no salmão e na sardinha, entre outros tipos dos mares. Há quem tente rever essa situação: O criador pode aumentar a quantidade dos ômegas nesses peixes enriquecendo sua dieta comsementes de linhaça, informa o nutrólogo Daniel Magnoni, do Instituto de Metabolismo e Nutrição, em São Paulo.

Mas também é preciso lembrar que, em compensação à falta de ômegas, as espécies dos nossos rios são ótimas fontes de partículas igualmente importantes. O eicosapentaenóico e o docosaexaenóico participam do desenvolvimento do cérebro e da retina nas crianças, exemplifica a nutricionista Miriam Coelho, da Universidade Metodista de Piracicaba, no interior paulista. Nos adultos, elas renovam os tecidos, ajudam a combater inflamações e a proteger o sistema cardiovascular, afirma.


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