medicina

Cirurgia do aparelho digestivo pode combater diabete

Vale a pena OPERAR
A cirurgia bariátrica já provou sua eficiência na melhora do diabete tipo 2 em obesos, mas começa a ser empregada em pessoas que não são tão gordas
Por Vanessa de Sá | Ilustrações Nik

A ciência se prepara para ampliar sua ação contra o diabete. E quem está na mira desta vez são os diabéticos tipo 2 não obesos até mesmo pessoas com 15, 16, 20 quilos acima do ideal. O que os médicos buscam é comprovar que a cirurgia bariátrica, velha conhecida e nem um pouco experimental, servirá também para essa gente num futuro próximo.

A idéia, portanto, é não mais restringir a operação a pacientes com índice de massa corpórea, o IMC, acima de 35, como acontece hoje em dia. Ora, há no Brasil entre 6 e 8 milhões de diabéticos tipo 2 e apenas 25% deles possuem IMC acima de 35. Por isso nosso foco agora são os 60% de diabéticos tipo 2 com índice entre 28 e 35, declara à SAÚDE! José Carlos Pareja, pesquisador e chefe do Serviço de Cirurgia de Obesidade da Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp, que fica no interior paulista.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o número de diabéticos do tipo 2 deve dobrar até 2030, atingindo 4,4% da população do planeta, ou seja, alarmantes 366 milhões de pessoas. Já se sabe que o excesso de gordura associado aos maus hábitos alimentares e ao sedentarismo detona o mal em quem tem predisposição.

Os quilos a mais também aumentam o risco de doenças cardiovasculares e articulares. Não à toa, os obesos severos e com diabete foram os primeiros a se beneciar da cirurgia que reduz o estômago. Mas, antes mesmo de o paciente operado perder peso, notávamos uma espantosa melhora do quadro de diabete, como uma espécie de conseqüência, diz Pareja. Isso nos abriu os olhos para a possibilidade de usar o mesmo procedimento em diabéticos com obesidade moderada, completa ele, que lidera um dos grupos pioneiros nessa investigação.



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