mapa do site | Newsletter | Saude! na loja abril | Anuncie |
Edições anteriores Folheie nossa revista experimente abril.com revista do mês
Bem-estar MATÉRIA

Cuidado com as crianças na hora da separação

por Samuel Ribeiro | design Glenda Capdeville

Não existe ex-pai nem ex-mãe. Mesmo descasados, os dois têm que criar a prole
"Ficamos um pouco brigados, mas, por causa dos filhos, voltamos a nos entender", conta o jornalista José Luiz Lima, ex-marido da funcionária pública Nívia Regina dos Anjos, ambos de Porto Alegre (na foto ao lado, junto do filho João Augusto). O casamento durou oito anos. No início a separação deixou rusgas que logo tiveram de ser remediadas.

Na época seus dois fihos eram pequenos. João Augusto e Bárbara Lima tinham 3 e 6 anos respectivamente e o pai já não morava mais junto deles. "Queríamos que as crianças entendessem o que se passava. Elas ficaram comigo, mas, quando o Zé saiu de casa, as crianças foram junto em uma Kombi para ajudar com a bagagem", lemba-se Nívia. "Minha maior preocupação era mostrar que eu estava saindo de casa, mas continuava sendo o pai deles", lembra-se José Luiz.

Quando há filhos na jogada, o processo deve ser conduzido com muita delicadeza. "A criança pequena é dependente das figuras do pai e da mãe e precisa saber que eles estarão sempre por perto", afirma a psicóloga Isabel Cristina Gomes, do Instituto de Psicologia da USP. Segundo ela, se os pais não tiverem equilíbrio e maturidade para enfrentar a situação, o risco é de que os pequenos passem a ser usados como armas de chantagem.

"Eles podem ir mal na escola, se tornam medrosos e, na vida adulta, ficam sujeitos a problemas sexuais", diz. Manter um casório em frangalhos, nem pensar. Por mais que o casal disfarce a insatisfação, a meninada percebe o que se passa. "A criança cresce e se sente responsável pelo sofrimento dos pais", explica a psicóloga Fernanda Menin, de São Paulo, especializada em relações amorosas.

 
 
logo abril Copyright © Editora Abril S.A. Todos os direitos reservados. All rights reserved