nutrição

Deficiências nutricionais prejudicam ossos

Um país de ossos mal nutridos Cálcio, magnésio e as vitaminas D e K são fundamentais para o esqueleto. Os brasileiros não andam consumindo boas quantidades de todas essas substâncias Por Regina Célia Pereira | Design Robson Quinafélix | Fotos Dercílio

No delicado mecanismo de mineralização óssea não há espaço para desfalques nutricionais. Tanto isso é verdade que qualquer desequilíbrio nas doses de vitaminas e sais minerais já pode comprometer a ossatura. Infelizmente, segundo um estudo pioneiro relacionando a alimentação do brasileiro e a saúde dos seus ossos, nem sempre o que a população põe no prato contém os nutrientes que afastam fraturas. Realizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), o Brazilian Osteoporosis Study, ou BRAZOS, é um dos vencedores da segunda edição do PRÊMIO SAÚDE!.

Em todos os cantos do Brasil seus dados apontam para a deficiência de nutrientes, inclusive na dieta de quem não tem problema para abastecer a casa ou seja, pessoas de classes A e B. Analisamos o cardápio de 2 420 adultos das cinco regiões do país, conta o reumatologista Marcelo Pinheiro, da Unifesp, que é líder do trabalho. Observamos um baixo consumo de laticínios, peixes e vegetais, resume. E, quando o menu não contempla esses alimentos, fica difícil alcançar a recomendação para minerais como o cálcio e o magnésio e as vitaminas D e K. Apenas os níveis de fósforo outro mineral que previne a perda de massa óssea estavam o.k., sendo a exceção da pesquisa.

Pinheiro conta que o BRAZOS foi criado com a intenção de verificar os fatores de risco relacionados à osteoporose, tida como um problema de saúde pública. Estimativas indicam que a doença atinge 25% das mulheres com mais de 50 anos e 13% dos homens depois dos 70. Para não engrossar essa estatística a prevenção por meio de dieta é essencial.



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