Os suculentos cortes de carne desta reportagem são ilustres representantes da onda orgânica que começou com os hortifrutis e chegou ao gado, às avícolas, à criação de suínos... A tendência ganhou força com o apelo crescente do consumo consciente, no Brasil e no mundo um movimento que conquista cada vez mais adeptos com um olho na dieta saudável e outro na sustentabilidade da Terra. E de fato SAÚDE! bate nessa tecla todo mês os dois conceitos estão associados.
De cara, vamos entregar: as carnes com certificação orgânica oferecem algumas vantagens nutricionais. E que bichos orgânicos são esses? Animais que, desde o nascimento, recebem rações com matérias-primas livres de agrotóxicos, adubos químicos, antibióticos ou hormônios de crescimento. E, com exceção das vacinas, obrigatórias, nada do que é usado nos tratamentos veterinários pode ter ingredientes sintéticos. Se adoecem, só são permitidos remédios fitoterápicos e homeopáticos.
Os criadores também devem ficar atentos no bem-estar desses bichos, ressalta o agrônomo José Pedro Santiago, diretor do Instituto Biodinâmico, o IBD, um dos principais órgãos certificadores da origem, dos cuidados e da qualidade da criação. Por isso obedecem a uma série de cuidados envolvendo o local onde ficam os animais com muita sombra e água fresca, literalmente e até mesmo o transporte para o abatedouro, que deve estar próximo das fazendas para não provocar estresse.
O agrônomo Moacir Roberto Darolt, do Instituto Agronômico do Paraná, exemplifica: Enquanto as galinhas das granjas comuns passam a vida confinadas em minúsculos espaços, as orgânicas ficam ao ar livre durante o dia, ciscando atrás de insetos e minhocas. Segundo esses especialistas, as condições mais adequadas se refletem na qualidade nutricional da carne.