medicina

Trombose mata milhões de pessoas pelo mundo

Um trombo no meio do caminho
Conhecido como síndrome da classe econômica, o tromboembolismo venoso é um dos distúrbios mais perigosos do aparelho circulatório.
por Thais Szegö | design Robson Quinafélix | fotos Dercílio

O documento foi elaborado pelo Grupo de Estudo em Trombose e Hemostasia, em parceria com 12 sociedades médicas, entre elas a Academia Brasileira de Neurologia, a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular e a Sociedade Brasileira de Cardiologia. "O trabalho focou os pacientes internados em hospitais, que sempre ficam mais propensos a desenvolver um trombo capaz de interromper o fluxo de sangue nas pernas por causa da imobilidade", conta a pneumologista Ana Thereza Rocha, professora colaboradora do Hospital Universitário Professor Edgard Santos da Universidade Federal da Bahia, em Salvador.

O trombo é um coágulo. Se ele se soltar e cair na corrente sangüínea dificilmente estaciona no coração. Em compensação, pode entupir a artéria pulmonar e levar à morte. O tromboembolismo venoso provoca, anualmente, um número maior de mortes do que a aids, os tumores de mama e próstata e os acidentes de carro juntos. Ainda segundo as estatísticas, todo ano mais de 1,5 milhão de pessoas sofrem desses trombos na União Européia. E cerca de 543 mil acabam morrendo. Nos Estados Unidos calcula-se que o mal atinja 2,6 milhões de americanos todo ano, de acordo com a Associação Americana do Coração.

No Brasil dados do último relatório daOrganização Pan-Americana da Saúde revelam que as doenças do aparelho circulatório estão em terceiro lugar na lista das principais causas de internações no SUS, o Sistema Único de Saúde. Apesar dos números preocupantes, a prevenção do tromboembolismo profundo não tem merecido a devida atenção nos hospitais mundo afora. No Brasil, apenas 36% dos pacientes internados receberam algum tipo de cuidado preventivo nos últimos tempos.


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