Cientistas da Universidade McGill, no Canadá, afirmam: quem tende sempre a se desvalorizar, não importa o motivo, pode apresentar uma diminuição no tamanho da massa cinzenta. O fenômeno se acentua no hipocampo, área que processa e armazena nossas lembranças. Com a ajuda de imagens de ressonância magnética os pesquisadores analisaram o cérebro de 16 jovens adultos e de 23 idosos.
Resultado: o hipocampo nos voluntários mais velhos e com pouco amor-próprio era menor. Não à toa esse grupo também teve um desempenho inferior em testes de memória e de aprendizado. As razões por trás dessa mudança estrutural ainda são uma incógnita. "Talvez haja uma relação entre as alterações hormonais deflagradas pela baixa auto-estima e a capacidade que o cérebro tem de se adaptar", explica à SAÚDE! Sonia Lupien, uma das autoras do trabalho.