Calma lá. Antes que você pense algo como "xiiiii, mas isso é uma obviedade que intuitivamente todo mundo sabe desde sempre", já vamos esclarecendo: nunca como agora a ciência encontrou tantas evidências do elo entre corpo e mente. Não vamos falar aqui da famosa manifestação de sintomas físicos relacionados a distúrbios psíquicos, que também atende pelo nome de somatização.
Nosso assunto é um estudo conduzido por James A. Coan, psicólogo e neurocientista da Universidade de Virgínia, nos Estados Unidos. E trata do efeito sedativo do toque da mão amada e das transformações que é capaz de produzir em áreas do cérebro ligadas às emoções. O alvo da pesquisa foram 16 casais felizes. Coan, líder do estudo, de que participaram os também neurocientistas Richard J. Davidson e Hillary S.Schaefer, convidou as mulheres a entrar em tubos de ressonância magnética e observou imagens do cérebro no exato momento em que as avisou que receberiam uma leve descarga elétrica no tornozelo.
A informação, claro, foi recebida com apreensão e desencadeou imediato aumento da atividade cerebral nas regiões envolvidas nas expectativas da dor e do medo. No entanto, bastou que os maridos segurassem as mãos de suas parceiras para que o temor fosse embora e o exame mostrou a calmaria lá na massa cinzenta.
James A. Coan atribui ao seu trabalho o pioneirismo na confirmação das reações neurológicas ao toque humano em situação de ameaça ou outro tipo de estresse emocional. "O contato físico faz bem mesmo que venha de um estranho", disse à SAÚDE!. "Mas, quando é feito por uma pessoa querida, os resultados positivos adicionais são muitos da redução dos hormônios do estresse, que melhora a capacidade de reação dosistema imunológico, ao efeito analgésico." Sim, o simples apertar das mãos pode aliviar a dor.