nutrição

Niacina com moderação

O paradoxo da niacina
Essa vitamina do complexo B o bom colesterol. Mas os alimentos nos quais ela aparece também são ricos em gordura saturada.
por Samuel Ribeiro | design e infográfico Thiago Lyra | fotos Dercílio

Quanto mais bife no prato, mais niacina no corpo. Grande verdade. A carne vermelha é mesmo uma das principais fontes da vitamina. Porém, esbaldar-se com a suculenta picanha ou o gordo contrafilé de costela é a receita que leva ao entupimento das artérias por... gordura saturada, claro. E isso anula o benefício proporcionado pelo ácido nicotínico outro nome do nutriente. Sem contar que, para botar o HDL lá em cima, seria preciso ingerir diariamente algo entre 1 e 2 gramas de niacina.

O que significaria, por exemplo, mandar para dentro do estômago de 7 a 14 quilos de bife de fígado e, convenhamos, nem mesmo um ultracarnívoro fanático pela iguaria consumiria essa montanha de vísceras. "Para o cardíaco não há como suprir as necessidades de niacina apenas pela alimentação", diz, categórico, o cardiologista e nutrólogo Daniel Magnoni, do Hospital do Coração, em São Paulo.

 Quem precisa afastar o risco de problemas cardiovasculares por causa do colesterol alto tem a alternativa de deglutir comprimidos de niacina. "Ela funciona melhor do que os remédios disponíveis para elevar o HDL", opina o cardiologista Raul Dias dos Santos, do Instituto do Coração, o Incor, na capital paulista. Os suplementos de ácido nicotínico já existem no mercado há meia década.

Só agora, porém, pesquisas realizadas em diversas universidades americanas e européias apontam o quanto eles são capazes de aumentar o bom colesterol e como isso acontece. "O HDL pode se elevar em até 30%", observa Marcelo Bertolami, diretor do Instituto Dante Pazzanese, na capital paulista. Com menor intensidade, a niacina também age nos triglicérides, outros velhos inimigos do peito, reduzindo seus níveis.



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