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Coelho em casa

Garantia de boa companhia, para você e toda a criançada. Agora que a festa se aproxima, que tal adotar este simpático dentuço?
ELE NÃO É ROEDOR
Espécie que vive de seis a oito anos e pesa entre 2 e 6 quilos, o coelho é um lagomorfo — como se classificam os animais que possuem dois pares de dentes incisivos superiores. Os roedores, fique sabendo, só têm um par!

Talvez você ache meio maluca a idéia de levar um coelho para casa. A veterinária Cynthia Carpigiani, das Faculdades Metropolitanas Unidas, em São Paulo, não pensa assim. "Ele é um animal muito dócil que se apega aos donos e convive tranqüilamente com as crianças", garante. Também é inevitável certa preocupação sobre transmissão de doenças. O risco realmente existe, mas pode muito bem ser afastado. "Mantenha o bicho longe do rosto e lave bem as mãos após o contato com as fezes ou o manuseio da gaiola", aconselha Cynthia.

"A avaliação periódica por um veterinário especializado também preserva a saúde e evita as zoonoses", completa seu colega Roberto Fecchio, do Hospital Veterinário Sena Madureira, em São Paulo. Entre as doenças mais comuns estão a sarna, a toxoplasmose, a conjuntivite e a diarréia. Infelizmente não existem vacinas para esses animais. Por isso prevenção é a palavra-chave.

Os cuidados com a criação não são nada complicados. O coelho pode viver em uma gaiola, colocada em um local livre de correntes de ar e de sol direto. Forre o chão com feno ou serragem de madeira, próprios para absorver dejetos e evitar alergias. "É bom trocar a forragem duas vezes por semana e usar uma mistura de água e vinagre para remover depósitos de cálcio eliminados pela urina", ensina Roberto Fecchio.

Quanto à dieta, já existem rações peletizadas e balanceadas para coelhos. "Mas o cardápio deve ser complementado com verduras escuras e alfafa seca", recomenda Alexandre Pessoa, veterinário especialista em animais exóticos de São Paulo. Vegetais duros, como a cenoura, também são importantes para o desgaste necessário dos dentes. E claro: um bebedouro com água limpa tem que estar sempre à disposição. Sob supervisão, os coelhos podem (e devem!) ficar soltos para se exercitarem. Mas fique de olho. Eles costumam roer fios elétricos, o que é pra lá de perigoso.


O coelho da Páscoa

O.k., coelho não bota ovos, muito menos de chocolate. Mas, se a Páscoa celebra a ressurreição de Jesus Cristo, não poderia haver representante mais adequado do que ele — notável por sua capacidade de reprodução — para a esperança de uma nova vida. Aliás, no Antigo Egito o coelho já era sinônimo de fertilidade. E até hoje esbanja popularidade e faz a alegria da meninada durante a comemoração cristã.


As doenças dos coelhos

Conheça os principais problemas que o coelho é capaz de transmitir:

>> Dermatofitose: Mais conhecida como micose, é uma infecção de pele causada por fungos.

>> Doença de Lyme: Os coelhos podem carregar carrapatos infestados pela bactéria causadora do mal. A picada desses insetos, então, provoca desde irritações na pele, náuseas, febre e cansaço até problemas cardíacos e artrite.

>> Salmonelose: Causada por bactéria, a doença é transmitida por meio do contato com as fezes do animal. Nos seres humanos os sintomas são dor abdominal, febre e diarréia.



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