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A história dos fortificantes

por Flávia Pinho | design Eder Redder | ilustração Nik

Um dos argumentos da turma contrária aos fortificantes era a alta concentração de álcool etílico nas formulações. Isso mudou em 2001, quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou que fortificantes pediátricos não podem conter mais do que 0,5% de etanol. Essa baixa concentração ainda é permitida porque as vitaminas A, E, K e D não são solúveis em água e precisam do álcool para serem dissolvidas. Não é por acaso que os fortificantes habitam o nosso imaginário coletivo.

O mais famoso deles, o Biotônico Fontoura, foi criado no começo do século XX e contou com uma senhora campanha de divulgação, idealizada por ninguém menos do que Monteiro Lobato. Na época eram comuns as anemias causadas por parasitoses intestinais, sobretudo na região rural e o tônico fornecia o ferro necessário à cura. Amigo de Cândido Fontoura, criador da fórmula, o escritor criou o Almanaque do Jeca Tatu para explicar as propriedades do produto em linguagem simples. O que ninguém esperava era que o personagem fizesse tanto sucesso e se tornasse um dos clássicos da nossa cultura.

 
 
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