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Entenda o apetite da criança

por Flávia Pinho | design Eder Redder | ilustração Nik

A esta altura você deve estar pensando em como lidar com essa situação. O caminho, dizem os pediatras, começa pela reavaliação do próprio conceito de apetite. "A medida do 'não comer' é dada subjetivamente pelos familiares, não pela necessidade real de cada criança", afirma Roberto Bittar. "É preciso analisar a evolução do crescimento e o ganho de peso individualmente, com auxílio de tabelas e gráficos, para avaliar se a queixa está realmente repercutindo no desenvolvimento da criança.

" Ou seja, pode ser que seu filho esteja ingerindo uma quantidade de alimentos mais do que suficiente para o padrão dele, o que é determinado pela genética e pelos hábitos alimentares da família. Há outras variantes a considerar. O apetite infantil, assim como o nosso, muda de acordo com o clima e pode diminuir bastante em função de resfriados, gripes e infecções. "Esses eventos, quando acarretam perda de peso, são logo seguidos por um período de recuperação", explica Bittar. Há que levar em conta também a faixa etária da criança.

Dos 2 anos até o início da puberdade, o crescimento não é tão acelerado quanto no primeiro ano de vida, o que leva a uma redução natural do apetite. O quadro é agravado pela falta de interesse pelo alimento, já que, nesse período, a criança só quer saber de explorar o mundo ao seu redor e a comida tem importância secundária. "Sentar-se à mesa pode lhe parecer pura perda de tempo", diz o pediatra. Portanto, antes de se angustiar porque o pequeno não come, confira a lista preparada por nossos consultores, com os sintomas mais do que naturais de falta de apetite e aqueles que, de fato, merecem uma investigação médica.

 
 
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