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Me leva para casa, vai

Quando as crianças insistem em adotar um bicho desses quase sempre a idéia parte delas, os adultos se arrepiam. Mas olhe bem para esta turminha simpática. Talvez você espante a má impressão

por Adriana Toledo | design Giovanni Tinti | foto Aristides Neto

Eles têm cara de rato mas são menores, mais graciosos e, se você prestar atenção, nada assustadores. Os roedores que costumam ser vendidos como animais de estimação são, principalmente, o hamster, o camundongo, o rato branco de laboratório e o gerbil, ou esquilo-da-mongólia. Sua criação em cativeiro é permitida pela lei brasileira.

Embora pequeno, o risco de mordidas existe. "Mas isso só se alguém mexer com eles de maneira brusca ou quando estão dormindo. Em geral são bichos muito dóceis", tranqüiliza o veterinário Rodrigo Teixeira, do Parque Zoológico de Sorocaba, no interior paulista. "O ideal é que um adulto supervisione as brincadeiras da criançada para evitar esses acidentes."

A veterinária Cynthia Carpigiani, das Faculdades Metropolitanas Unidas, em São Paulo, ressalta a importância de cuidados simples. "Evite colocar o roedor muito próximo do rosto e lave bem as mãos após seu manuseio ou a limpeza do cativeiro." Seja qual for a espécie que você pretende criar, providencie uma gaiola grande, equipada com uma pequena casa que sirva de abrigo, além de comedouro, bebedouro e até uma roda de acrílico para que possa se exercitar. E instale essa morada em um local protegido de umidade, sol e correntes de ar.

A alimentação deve ser à base de ração peletizada que já vem balanceada e pode ser complementada com frutas e legumes, como cenoura. "Os roedores têm dentes de crescimento contínuo que precisam ser desgastados", ensina a especialista Cristina Fotin, da Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais, em São Paulo. "Por isso devem roer alimentos duros ou pedras de cálcio diariamente", dá a dica.

As visitas ao veterinário têm que ser anuais, a menos que você note sintomas como sonolência persistente, pêlo arrepiado e secreção nos olhos ou no nariz, que podem indicar doenças tão variadas quanto uma simples alergia ou um tumor. "Um último aviso: jamais deixe dois machos juntos", diz Cristina. "Eles costumam brigar e se machucar seriamente", justifica. "Se a idéia é ter mais de um bicho, compre somente fêmeas."

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PASSA DOENÇA?
Esse é um dos medos dos candidatos a dono de roedor

São raros os casos em que um desses animais domésticos transmite doenças para o ser humano. Mas, claro, em tese o risco existe. O veterinário Roberto Fecchio, do Hospital Veterinário Sena Madureira, em São Paulo, elenca algumas: leptospirose, raiva, hantavirose, salmonelose. Todos esses males são graves. Por isso só adquira um roedor de lojas especializadas, capazes de garantir sua procedência e de lhe assegurar que todos os cuidados de higiene foram tomados antes de ele se mudar para a sua casa.

 
 
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