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Bem-vindo Jabuti

Se você cogita ter um bicho desses em casa, precisa conhecer os cuidados que ele requer para viver com muita saúde até... 80 anos (sim, ele pode chegar lá) por Adriana Toledo | design Thiago Lyra | foto Gustavo Arrais
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Na certa você já viu um jabuti passeando sem pressa em um quintal ou jardim e o confundiu com uma tartaruga. Na verdade são animais diferentes. O primeiro vive na terra, enquanto o segundo é aquático, de água doce ou salgada. Assim como muitos outros bichos silvestres, o jabuti está na lista das espécies brasileiras ameaçadas de extinção e, por isso, é protegido pelo Ibama, que autoriza apenas a criação de dois tipos, o jabuti- piranga e o jabuti-tinga. Na hora da compra, exija uma nota fiscal emitida pelo órgão para se certificar de que a transação foi feita de acordo com a legislação e, claro, observe se o animal está com boa saúde (veja o quadro abaixo).

 

Fácil de criar, o jabuti pode ser mantido no quintal ou no terrário. O que não é opcional é a iluminação — ele precisa de luz solar direta todos os dias. "Os raios ultravioleta ativam substâncias precursoras da vitamina D, nutriente que fixa cálcio nos ossos, o que é fundamental para o jabuti não ficar com o casco mole", explica o veterinário Alexandre Pessoa, um especialista em répteis, de São Paulo. Além disso, a fonte externa de calor faz todo o seu organismo funcionar de forma mais adequada. Então, se o terrário não dispuser de luz natural, você pode instalar lâmpadas específicas ou mesmo uma comum de 50 watts, que manterá a temperatura entre 25 e 28 graus. Uma casinha de cachorro é um bom abrigo, desde que seja bem aquecida. "Senão o jabuti fica apático e imunodeprimido", avisa Alexandre Pessoa. Em outras palavras, tornase presa fácil de doenças como pneumonia, provocada por vírus ou bactérias. Já sintomas como diarréia, corrimento nasal e espuma na boca podem indicar uma interite, inflamação no intestino.

Embora o jabuti ande devagar, quase parando, pisos lisos são um perigo. "Eles forçam os membros do animal", diz o veterinário André Grespan, do Parque Zoológico de São Paulo, que recomenda um chão rústico de terra ou grama, mesmo que seja artificial. E a alimentação? "Ofereça uma refeição ao dia, com frutas, legumes, queijo branco e verduras, especialmente as verde-escuras." Uma vez por semana, carne moída misturada com suplemento de cálcio deve entrar no cardápio. Se preferir, compre rações específicas.

Os jabutis são dóceis, convivem bem com crianças e outros animais. "Mas, se for mordido por um cão ou cair, pode até morrer", alerta o veterinário Celso Martins, da Universidade Metodista de São Paulo. Os cuidados com a higiene são simples. "Recolha sempre as fezes e os restos de comida e dê banho em dias quentes", ensina Celso. Para isso você tanto pode passar um pano úmido como jogar água morna — mas só quando ele estiver visivelmente sujo.

CONHEÇA O BICHO

Nomes científicos: O do jabuti-piranga é Geochelone carbonaria; e o do Jabuti-tinga é Geochelone denticulata.
Também são conhecidos como: Jabuti vermelho e jabuti amarelo, respectivamente.
Tamanho: O jabuti-piranga chega a 51 centímetros; o jabuti-tinga pode alcançar os 70.


FAÇA A ESCOLHA CERTA

Na hora de comprar seu jabuti, observe estes aspectos

• Recuse o bicho muito pequeno, porque ele é bem mais frágil.
• Dê preferência ao animal que esteja se locomovendo bem.
• Opte por aquele que estiver com os olhos bem abertos e sem secreções.
• Apalpe o casco. Ele deve estar firme

FONTE: http://www.animalexotico.com.br
PRODUÇÃO INA RAMOS



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