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Proteja seu amigo gato

Para que vacilar se com a vacinação em dia é possível prevenir doenças e suas complicações? No caso dos felinos, o calendário é muito fácil de seguir

por Adriana Toledo | design Robson Quinafélix

Vacina nenhuma é 100% eficaz. E isso vale também para os bichos. Doenças respiratórias, por exemplo, podem dar as caras ainda que um gato tenha sido vacinado contra infecções desse tipo. "Mas a imunização ao menos atenua a ação do vírus e evita complicações, como a pneumonia", afirma o veterinário Gary Norsworthy, um dos maiores especialistas do mundo em medicina felina, que atende na clínica Alamo Feline Health Center, no Texas, Estados Unidos, célebre internacionalmente entre os veterinários. "Na pior das hipóteses, o bichano vai manifestar somente os sintomas mais brandos da doença", garante Norsworthy.

Os cuidados começam com o gatinho filhote. "Na primeira consulta o veterinário prescreve um vermífugo para eliminar pulgas e parasitas intestinais", explica o veterinário Marcos Eduardo Fernandes, de São Paulo. A partir dos 60 dias de vida, ele deve receber a primeira vacinação. O ideal é mantê-lo em casa até chegar a hora do terceiro reforço. Aí, sim, o felino vai ter a imunidade de que precisa para flanar à vontade, se tiver liberdade para isso. "Além de imunizar contra a raiva, o veterinário pode optar pela vacina quádrupla, que protege contra panleucopenia, rinotraqueíte, calicivirose e clamidiose, ou pela quíntupla, que, além dos males já citados, previne contra a leucemia felina", enumera a veterinária Tânia Parra, da Universidade Metodista de São Paulo (veja o quadro).

Na verdade, a quíntupla só é recomendada quando o animal vive em gatil ou vai muito para a rua. Se ele mora em apartamento, basta a quádrupla. "Até porque suspeita-se que a vacina contra leucemia esteja ligada à ocorrência de um tumor de pele chamado sarcoma vacinal." alerta Tânia. "Por isso mesmo, em geral opta-se por dar a picada na pata ou na cauda, áreas onde seria mais fácil tratar esse tumor." Embora perigoso, o sarcoma é menos grave do que a leucemia. "Então, em alguns casos o melhor é correr o risco", explica a especialista.

AS DOENÇAS E SEUS SINAIS

Panleucopenia - Provoca diarréia. No caso de filhotes, pode levar à morte por desidratação.

Rinotraqueíte - Tosse, espirro, secreção nasal e ocular são os sintomas mais comuns. Há risco de evoluir para pneumonia.

Calicivirose - Ataca a faringe e se manifesta por meio de feridas na língua. O animal fica prostrado e pára de comer.

Clamidiose - Trata-se de conjuntivite crônica que produz feridas e, nos casos mais graves, cegueira.

Leucemia - Causa imunodeficiência, ou seja, o animal fica vulnerável a outras infecções, muitas vezes fatais. São comuns perda de peso e feridas.

Raiva - Ataca o sistema neurológico, levando o animal à morte em apenas quatro dias.

VACINAS NO TEMPO CERTO

IDADE TIPO
A partir de 60 dias 1ª dose da vacina quádrupla ou da quíntupla
21 dias depois 2ª dose da vacina quádrupla ou da quíntupla
21 dias mais tarde 3ª dose da vacina quádrupla ou da quíntupla
A partir de 5 meses Dose única da vacina anti-rábica, isto é, contra a raiva

Atenção: O reforço das vacinas deve ser anual (uma dose da anti-rábica e outra da quádrupla ou da quíntupla)

 
 
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