Dieta dos pontos Leia, use, aprenda a comer de tudo e emagreça de vez (com muito prazer!)
IMAGEMTXTO assunto preocupa pais e especialistas desde sempre, mas nunca se deu tanta atenção a ele como agora. A importância de entender e tratar as dores da infância, sejam elas agudas ou crônicas, fez surgir uma comissão de pediatria na Sociedade Brasileira de Estudos da Dor (SBED). A idéia é justamente divulgar a importância desse sintoma, algo que, aliás, foi muito debatido no 7° Simpósio Brasileiro e Encontro Internacional sobre Dor, realizado na capital paulista.
Um novo estudo sobre o tema, feito na Universidade de São Paulo, comprova que fatores psicológicos são gatilho da dor física. Os pesquisadores da USP avaliaram 32 crianças, entre 7 e 14 anos, que apresentaram dor de cabeça crônica por mais de um ano. "De 25% a 30% desses pequenos voluntários sofriam de depressão, ansiedade ou apresentavam indicativos de má qualidade de vida", conta um dos autores, o neurologista Sandro Esposito, da Faculdade de Medicina da PUC de Sorocada, interior paulista.
Os pesquisadores tentaram tratar essas crianças com fluoxetina, princípio ativo de um célebre antidepressivo, mas a droga não surtiu o efeito esperado. Outra especialista em dor, Edna Bussotti, que trabalha como enfermeira nas unidades infantis do Hospital Samaritano, em São Paulo, diz que é preciso insistir na busca de alívio: "Seja de origem orgânica ou psicológica, a dor deve ser avaliada e tratada com a mesma seriedade".
Se a criança já se expressa com palavras claras, encontrar uma saída no consultório fica mais fácil. O problema é traduzir o choro dos menores para concluir quando é caso de dor — depois de eliminadas outras possibilidades, como fome, frio, calor, sede, sono e fralda molhada. E mais: tentar descobrir onde dói. Há dores com sinais inequívocos, como a cólica, que faz o bebê contorcer as pernas sem parar. Outras oferecem pistas bem mais sutis. "Uma expressão constante de tristeza ou cansaço já merece atenção", ensina a pediatra Sílvia Maria de Macedo, da Sociedade Brasileira para o Estudos da Dor, em São Paulo. Com dor ou sem dor, o acompanhamento periódico com o pediatra vale muito. Conhecendo bem a criança, o especialista ajuda um bocado nesse trabalho de tradução.
A MEMÓRIA DA DOR
Tem muito adulto que não pode ver uma agulha que já começa a tremer de medo. Frescura? Nem sempre. Muitas vezes esse temor está associado a lembranças da infância, a chamada memória bioquímica da dor. "Se a criança sofre uma experiência dolorosa, isso pode modificar a maneira orgânica como ela vai reagir no futuro ao mesmo estímulo", explica a pediatra Ruth Guinsburg, da Universidade Federal de São Paulo, uma das maiores especialistas brasileiras em dor infantil. É como se o cérebro, na fase em que as conexões nervosas ainda estão se organizando, registrasse com tintas fortes e letras garrafais o que provocaria aquela sensação dolorosa. E às vezes esse registro fica para sempre. Para evitar que uma má lembrança se torne um trauma, a médica tem uma receita: carinho. "O vínculo entre pais e filhos ajuda demais", garante. "O contato da pele da mãe com a do bebê tem até mesmo um efeito analgésico."
CHEGA DE CHORO
IMAGEMTXTO.k., você levou seu filho ao pediatra, ele identificou o motivo da dor e as providências já foram tomadas. Paralelamente ao tratamento, algumas medidas simples aceleram o alívio:
• Bolsa de água quente ou compressa de água morna no local afetado funcionam. Mas lembre-se de proteger a pele da criança com uma toalha.
• Se por trás de uma dor de cabeça, por exemplo, houver um problema respiratório, pingar soro fisiológico morno nas narinas ajuda, porque a medida contribuirá para desobstruí-las.
• Distraia a criança. Vale programas de tevê, uma brincadeira gostosa... O importante é tirar o foco da sua mente da dor.
• Massagem e banho morno (veja ilustração) são excelentes para relaxar. E, relaxada, a criança se torna menos sensível aos sinais dolorosos do corpo.

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