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Quero que você me aqueça neste inverno

Assim como a gente, os cães precisam estar preparados para enfrentar as baixas temperaturas

por Beth Fernandes | foto Omar Paixão

Até o mais peludo dos cães sofre nos dias frios. E, se a alteração térmica é brusca, algo comum no nosso inverno, então pior ainda. "O animal nem sempre se adapta ao sobe-e-desce do termômetro", explica o veterinário Marcos Eduardo Fernandes, da Escola Paulista de Homeopatia, em São Paulo. "As mudanças do clima prejudicam sua imunidade, tornando-o suscetível a infecções."

Como se não bastasse, a falta de chuva nas regiões Sul e Sudeste do país resseca o ar, que fica carregado de poluentes, fragilizando ainda mais o organismo e criando condição propícia para a proliferação de vírus e bactérias. Daí podem surgir problemas respiratórios, como bronquite, resfriado, rinite, sinusite e, principalmente, tosse dos canis — a doença que mais perturba os cães durante o inverno. Esse mal não se resume aos acessos de tosse acompanhados de vômitos. "O bicho acaba com muita dificuldade para respirar e pode até ficar com pneumonia", alerta o veterinário Renato Miracca, da clínica Pet Place, em São Paulo. Sem falar na falta de apetite.

Em termos de prevenção, já existem vacinas contra a gripe e outras doenças respiratórias. "Elas devem ser aplicadas anualmente, sem esperar o outono, quando começa a esfriar, pois levam uns dias para proteger pra valer o organismo", diz o veterinário Fábio Teixeira, do Hospital de Clínica Veterinária da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Outro cuidado é prestar atenção nos sinais de que seu cão não está em sua melhor forma e agir rápido. "Se ele anda tristonho, pára de comer, apresenta secreção no nariz ou nos olhos ou parece mais quente e trêmulo do que o normal, consulte o veterinário depressa", avisa a veterinária Flávia Kullikovsky, da pet shop Bicharada, em São Paulo. "Em geral o organismo produz anticorpos para combater essas infecções mas, em caso de pneumonia é preciso tratar com antibióticos", afirma Marcos Fernandes.

Cachorro quente
Não deixe o ar gelado arrasar com a saúde do seu amigão

• Roupinha não é frescura. Protege mesmo, sobretudo se o bicho estiver com o pêlo curto e for passear na rua.

• O banho deve ser morno — nunca frio nem quente demais — para evitar choque térmico.

• Evite a tosa nesta estação. Pêlos longos aquecem e são um agasalho e tanto.

• Cuidado com as correntes de ar frio.

• Um cobertor de algodão ou sintético nas noites frias é bem-vindo.

• Se ele tiver uma casinha, coloque-a em um local seco e ensolarado para combater os ácaros.

Julho 2005

A poodle Pink, de 10 anos, que você vê aqui toda envolta no edredom aconchegante, está preparadíssima paro o inverno. “Ela já é uma senhora, por isso precisa se proteger”, diz, em tom de brincadeira, a bancária Elizabeth Toledo, de São Paulo, dona da cadela sortuda.“A Pink só sai de casa no frio com roupinha e dorme, bem aquecida, na minha cama.”
 
 
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