No blog "Emagreça com Saúde!", você encontra tudo sobre emagrecimento saudável
Ontem, entendemos um pouco mais sobre a compulsão alimentar, com base no livro “Liberte-se da Fome Emocional”. Conforme prometido, aqui vão algumas táticas sugeridas pela autora Geenen Roth para quem pretende se manter no peso sem criar uma verdadeira batalha com o cérebro:
- Coma sem distrações (TV, rádio, jornal) — desse modo, você realmente se concentra no alimento e não cria um vínculo entre seus hobbies e petiscos engordativos.
- Sente-se para comer — assim, a refeição se transforma em um ato consciente e planejado.
- Anote tudo o que comeu durante o dia e se estava com fome quando se alimentou — traçados os seus hábitos, fica mais fácil corrigi-los de maneira consciente e sem grandes dramas.
A baixa auto-estima pode ser um dos principais empecilhos na hora de emagrecer. É o que defende Geenen Roth, autora do livro Liberte-se da Fome Emocional, recentemente lançado no Brasil. Para ela, quem segue dietas por não gostar do corpo do jeito que está costuma criar hábitos que atrapalham a relação com a comida, como comer escondido ou tentar se punir após um exagero à mesa.
“O ser humano se gratifica com comida. Muito além de suprir nossa necessidade biológica, suprimos nossa necessidade emocional, nosso prazer”, explica a psicóloga Maria Luiza Rodrigues Meijome Piszezman, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Ela ainda ressalta que esse tipo de comportamento pode levar à compulsão alimentar. “Quando a pessoa não consegue distinguir a fome biológica de suas emoções e problemas, como um casamento frustrado, por exemplo, talvez seja necessário procurar ajuda profissional”, completa.
Para acabar com a tal fome emocional, Geenen Roth propõe um desafio simples: comer apenas quando o apetite realmente der as caras. Mais do que isso, a autora destaca que, dentre uma grande lista de alimentos saudáveis, deve-se optar pelo que mais apetece a pessoa. Isso porque quem não ingere o que quer acabaria exagerando justamente por não ter atendido seus desejos. Em breve, enumeraremos algumas estratégias para conseguir equilibrar emoções e fome.
Título: Liberte-se da Fome Emocional
Autor: Geneen Roth
Editora: Lua de Papel
Ano: 2011
Preço: R$ 25,90
Hoje é comemorado o Dia Mundial sem Tabaco e o blog Emagreça com Saúde aproveita a data para esclarecer a polêmica relação entre cigarro e barriga.
Realmente, quem corta o cigarro costuma ganhar, em média, 15% do peso. Contudo, isso não é motivo para pânico, já que, segundo a endocrinologista Leila Maria Batista Araújo, da Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica, “o ganho de peso é, na maioria das vezes, reversível”, garante. Aliás, o culpado da engorda não é o ar puro que passa a frequentar o pulmão com mais assiduidade, mas sim os doces e outros alimentos que são ingeridos para substituir o cigarro.
Para conseguir eliminar o vício e evitar os quilinhos extras, tenta adotar as estratégias abaixo:
- Aposte nas atividades físicas. E não só porque elas combatem a obesidade. “Exercícios físicos substituem o fumo na hora de aliviar a ansiedade”, explica Cláudia Cozer, endocrinologista do Hospital Sírio Libanês. Para realmente se valer deles, avalie sua resistência e capacidade respiratória e, se esses dois índices estiverem baixos, procure atividades não aeróbicas, como pilates e ioga. Conforme for melhorando, evolua para exercícios moderados, como caminhadas rápidas.
- Tenha sempre à mão vegetais cortados em tiras grossas, no tamanho aproximado de um cigarro. “Pepino, cenoura e salsão, por exemplo, podem ser alternativas para aliviar a ansiedade. Basta mastigá-los quando sentir vontade de fumar”, ensina Claudia. Caso a preguiça bata na hora de prepará-los, use chicletes ou balas sem açúcar.
Caminhar ou fazer academia podem parecer atividades entediantes para algumas pessoas. Se você é um desses que não consegue engrenar nos tais exercícios, a dança é uma boa aliada na busca do peso ideal. Afinal, a movimentação ao ritmo da música queima calorias à beça.
Mas atenção! Não basta se valer apenas do tradicional dois pra lá, dois pra cá — ou só remexer o corpo durante uma eventual festa. “Quem quer perder peso dançando não pode ser um atleta de fim de semana”, afirma Ricardo Luis Fernandes Guerra, fisiologista da Universidade Federal de São Paulo. A freqüência indicada é de, no mínimo, três vezes por semana, de preferência em dias intercalados.
Outra dica é procurar ritmos que exigem sustentação corporal e são acelerados, como o break e a dança de rua. Modalidades como essas não só eliminam as calorias, como auxiliam no ganho de massa muscular.
Sem restrições de faixa etária, quem quer começar deve antes de tudo procurar um especialista que faça uma avaliação física e programe treinos de acordo com suas necessidades. Com uma prática regular, os resultados começam a ser notados em até um mês.
Benefícios mil
A dança também acarreta em uma melhora generalizada do organismo. Sua prática contínua diminui as taxas de colesterol no sangue e ainda incrementa o sistema cardiovascular.
Além disso, a atividade pode auxiliar no combate à depressão leve ou moderada. “Quem dança fica mais próximo de outros indivíduos, o que auxilia no tratamento desse tipo de doença”, esclarece Guerra. A dançarina italiana Alessandra Beloni, que está em São Paulo para ministrar um workshop no Centro de Estudos Universais, concorda com a afirmação. “A dança pode ter funções terapêuticas. Você quebra bloqueios e deixa ir embora tudo o que não precisa”, avalia.
Se você tem entre 35 e 60 anos e está com uns quilinhos a mais, fique atento. Segundo um trabalho recém-concluído pela Associação Americana de Neurologia, pessoas na meia idade com IMC acima de 25 apresentam um maior risco de desenvolver algum tipo de demência quando ficam mais velhas. No estudo, cerca de 8 500 irmãos gêmeos foram pesados quando estavam na meia idade e, trinta anos depois, submetidos a uma avaliação neurológica. Entre os que foram diagnosticados com doença de Alzheimer e demência vascular — aquela causada pelo entupimento de vários vasinhos no cérebro —, 39% possuíam sobrepeso e 7% eram obesos por volta dos 35 anos. Essa incidência foi 80% maior em relação às pessoas com IMC abaixo de 25.
Para a endocrinologista Claudia Cozer, do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, a explicação deve estar nos problemas circulatórios que normalmente afetam quem está fora do peso ideal. “Quem é obeso ou está com sobrepeso tem tendência a apresentar um aumento nos níveis de colesterol, pressão e glicemia, o que compromete os vasos sanguíneos”, explica. Quando a circulação é prejudicada, os vasos cerebrais também são atingidos e, em caso de entupimento, deixam de irrigar os neurônios, facilitando déficits cognitivos. Além disso, há indícios de que os mesmos fatores por trás de males vasculares contribuam para o aparecimento do Alzheimer, mal que afeta a memória, o raciocínio e a localização no espaço.
Por que aos 40?
A partir dessa faixa etária ficamos mais sujeitos a alterações de pressão, gordura e açúcar no sangue por causa da queda no metabolismo. Ou seja, os processos que ocorrem dentro do organismo ocorrem de maneira mais lenta, facilitando o aparecimento de distúrbios circulatórios e dificultando um retorno aos padrões ideais. Assim, fica mais complicado não só perder os quilos extras, como mudar os próprios hábitos, o que gera um círculo vicioso.
Mas cabe um recado a quem tem 40 anos ou mais e sofre para se livrar da gordura acumulada. “Emagrecer não é o mais importante. O ideal é manter-se ativo e adotar uma alimentação balanceada, rica em verduras, frutas e legumes”, esclarece Claudia. Portanto, quem quer garantir uma mente saudável depois dos 70, deve se levantar já da cadeira.
Por incrível que pareça, essa é a proposta da nutricionista Barbara Rolls, da Universidade Penn State, nos Estados Unidos. Segundo ela, as pessoas deveriam se basear em uma medida pouco disseminada que atende pelo nome de densidade energética. Ou seja, na concentração de calorias por porção de alimento.
Após pesquisar o assunto a fundo, a especialista americana criou o livro A dieta volumétrica (Editora Record;; preço sugerido: R$ 39,90), onde concentra todas suas descobertas em cardápios variados e informações importantes para quem pretende perder alguns quilos.
Uma das estratégias mais efetivas é apostar em alimentos que contém água na sua composição, como a abobrinha, o pepino e o chuchu. Ao colocar essas delícias em um prato, você pode comer mais, ficando mais satisfeito e, ao mesmo tempo, ingerindo menos fontes de calorias, como gorduras. Até a berinjela, cujo volume é composto por muito ar, pode auxiliar substituindo o queijo e o presunto de uma lasanha, por exemplo.
A Veja.com postou ontem uma reportagem sobre um estudo bastante interessante realizado pela psicóloga Joana de Vilhena Novaes, coordenadora do Núcleo de Doenças da Beleza da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio e pesquisadora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
Depois de ouvir 200 mulheres, ela chegou à conclusão de que a preocupação com pneuzinhos e afins é universal: aflige tanto as ricas quanto as pobres. Mas as semelhanças acabam aí. As endinheiradas querem ficar com o corpo esquálido das modelos do mundo fashion. Tudo para ficar de bem com o espelho e se sentirem bem consigo mesmas. Já o objetivo das moças da periferia é exibir curvas generosas como as das dançarinas de axé. Tudo para serem desejadas e desfrutarem de sua sexualidade. Além disso, quando a elite engorda, procura se esconder sob roupas largas. Diferentemente da mulherada da periferia, que não tem pudores em relação àquela gordurinha que escapa da calça. E você, o que acha desses resultados?
Leia a matéria completa na Veja.com
O site do jornal americano The Washington Pos publicou um gráfico interativo que revela como a população do planeta ganhou peso nos últimos 30 anos.
É possível inclusive ver a situação do Brasil. Basta selecionar o país numa lista que fica no canto direito. Homens e mulheres brasileiros hoje estão com sobrepeso.
Pode, libera um estudo da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Lá, os pesquisadores elaboraram um programa de reeducação alimentar para 86 pessoas acima do peso. Elas seguiram essa dieta durante três meses. Mas, pasme, podiam incluir no cardápio de cinco a sete porções de batatas por semana. Na prática, uma porção equivale a uma batata cozida ou a duas colheres de sopa da versão frita. No final do trabalho, todos os participantes perderam medidas, mostrando que o alimento pode fazer parte de uma estratégia para eliminar os quilos extras.
Só que, antes de sair correndo até o fast-food mais próximo, é importante saber que tudo depende da maneira como a fritura for feita – e da quantidade que você comer, claro. “A temperatura ideal é entre 170º e 180°C”, orienta a nutricionista Vanderlí Marchiori, da Associação Brasileira de Nutrição Esportiva. Se durante o preparo muita fumaça começar a sair da frigideira, é sinal de que esquentou além da conta.
“E a quantidade de óleo deve ser suficiente para cobrir o alimento.” Mas sem exageros. Não vale extrapolar na quantidade do ingrediente nem usá-lo com muita parcimônia: isso faz com que a batata absorva mais e mais óleo, tornando-se um petisco pra lá de gordo. Outra dica é não reutilizá-lo, mesmo que pareça novinho. “Durante o aquecimento prolongado o produto se altera, demorando mais tempo para fritar os alimentos. Isso também aumenta sua absorção”, diz Vanderlí.
A primeira refeição do dia também é uma das mais fundamentais, principalmente para quem pretende se manter no peso ideal. O problema é que toda essa importância pode ser confundida com uma fartura exagerada — ou você nunca ouviu falar que é melhor comer muito no café para controlar o apetite ao longo do dia?
Segundo uma pesquisa da Universidade Técnica de Munique, se empanturrar nas primeiras horas do dia não tem nada a ver com emagrecimento. No estudo, 400 voluntários tiveram suas dietas analisadas por dez dias. A conclusão: se refestelar de manhã não implica em menos calorias no almoço ou no jantar.
A ideia não é cortar essa refeição. Na verdade, outros trabalhos científicos atestam que um café da manhã balanceado faz parte do cardápio de qualquer indivíduo verdadeiramente saudável. O que os pesquisadores alemães sugerem é apenas não exagerar nos alimentos gordurosos, como a manteiga ou os ovos. Além disso, se a principal refeição de uma jornada for bem caprichada, é preciso maneirar à mesa no restante do dia. Com um mínimo de bom senso, dá para se deliciar logo cedo sem prejudicar a dieta.
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